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quarta-feira, 17 de junho de 2009

dEFICIÊNCIAS

deficiencia eSTAVA eu andando pelos corredores do Anhembi durante a exposição Inova Senai quando me deparei com bonitas mensagens no computador de uma estande, puetero como sou, não pude deixar de ler. Quando acabou, esperei que começasse novamente, pois havia perdido o início, e quando me dei conta já havia lido umas três vezes aquele mesmo poema, tão brilhante quanto seu autor.

Deficiências

“Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco é quem não procura ser feliz.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E Miserável são todos que não conseguem falar com Deus.”

Mário Quintana

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“qUEM NUNCA ALTERA A SUA OPINIÃO É COMO ÁGUA PARADA E COMEÇA A CRIAR REPTEIS NO ESPÍRITO”

wILLIAN bLAKE

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

pOEMAS #8

mÚSICA DOS DISTANTES

E ele toca
Nostálgica música
Nem forte ou fraca
Despida de sentimentos
Pouco a pouco vai levando
Minha esperança
Pouco a pouco aumentando
Minha saudade
E da solidariedade, solidão
E da autoridade, decepção
A simétrica melodia termina
Constante e triste
Não há mais nada
A se fazer ou clamar
Apenas retorno ao seu lugar
Telefone no gancho

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"a DISTÂNCIA MAIS LONGA É AQUELA ENTRE A CABEÇA E O CORAÇÃO"
tHOMAS mERTON
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

pOEMAS #7

tITEREIRA

Isso,
Sim
Me leve

Não,
Mais!
De leve

Livre sentimento
Escravo arbítrio
Brinca em minh’alma
Corrói a calma

Inflama
Difama
Divirta-se no parque
Corpo quente

Faça o que for
Sou suspenso ator
Se perca nos nós
Você e eu a sós

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"o HOMEM QUE NÃO SABE DOMINAR OS SEUS INSTINTOS É SEMPRE ESCRAVO DAQUELES QUE SE PROPÕEM SATISFAZÊ-LOS"

gUSTAVE lE bON

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

pOEMAS #6

qUE REINEM AS BARATAS!

.
Vamos destruir as árvores

Vamos ao fast food
Vamos trabalhar com as máquinas
Vamos! Vamos!
..
Vamos acabar com o ozônio
Vamos agir impensadamente
Vamos viver inconscientemente

Vamos! Vamos!
..
Bem vindo ao imediatismo
A nova era começou
Pare de pensar neste futuro
Isto é coisa que vem depois
..
Tem sempre alguém pra pensar
Mas isso é coisa difícil
Me dá uma dose de orgasmo
Um frasquinho de adrenalina

Misturado a cocaína

Felicidade made in china
..
Vamos! Vamos!
Ou vai querer ficar
Estão todos partindo
Nem vão ter próximos
Pra você se preocupar
..
‘E se o mundo acabar?’
Você me diz
Mundo não acaba
Apenas troca de dono

Para depois?
Que reinem as baratas!

.

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"pARA QUE O MAL TRINFE BASTA QUE OS HOMENS DE BEM CRUZEM OS BRAÇOS" eDMUND bURKE

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domingo, 7 de dezembro de 2008

pOEMAS #5

vOA BALÃOZINHO


A sua vida inteira
Aguardou por isso voa
Voa balãozinho
Pois tu é grande
Para se ver pequeno




Solte as cordas a enraizar
Não é aqui seu lugar
Repousa nas nuvens, grande [algodão
Contemple seu templo azul na [imensidão





Mas não vai sozinho
Deixa eu ver os caminhos
O novo pra onde eu nunca fui
E o velho como eu nunca vi






E voa devagar
Que eu quero ver iluminar
No sorriso de cada criança
O nascimento da esperança






Colore esse céu
Assim como lápis no papel
Admira o arco-iris no mar
E o sol onde lá repousar







Vai, pra qualquer lugar
Não há nada pra carregar
Pois o mundo é tua casa
E os sonhos, tua asa




Mas antes de partir
Pra qualquer lugar ir
Antes que desamarre o que aqui te prende
Ou admirar tudo que surpreende
Quero apenas que se lembre
Como você a alma humana é
Chega onde não levam os pés
Basta apenas estar cheia de fé
Agora voa!


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"Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma." Charles Spurgeon

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

pOEMAS #4

pARA AQUELA COM UMA BORBOLETA

Aos trêmulos e timidos
Se formando iam
Um a um, curtos traços
Se juntando vinham
.
Donde surgia o desenho?
Como a caneta fazia isso?
Há quem explique ser inspiração
Não era, tinha endereço
Estava nos olhos, especiais
Onde estava?
Era algo mais!
.
Assim como os traços
O próprio autor estava
Atordoado, encantado
Beleza, coração
Explosão que não se explica
.
Sem palavras ficou, pobre garoto
Incompleto dicionário
Jamais ultrapassaste a "surreal"
Talvez pensem, são apenas olhos
Mas deles nasceu uma borboleta
Na inspiração mais seleta
.




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"A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se, é uma virtude."- Simone Weil
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

bRANCA dE nEVE por mICHELLE tREVISANI

aBRINDO mais uma seção aqui no blog. Resolvi abrir um espaço para os textos de amigos (as) escitores (as) e poetas (isas) uma vez que todo escritor é influenciado pelo que ele já leu ou viveu, nada mais justo incluir as amizades. Como primeiro post para esta categoria, eu escolhi uma grande amiga que, de certa forma, me levou para este mundo da beleza e brincadeira com as palavras, sem duvida é hoje uma escritora nata e futuramente, uma próxima cLARICE lISPECTOR (se bem que combina mais com mÁRIO qUINTANA, visto sua enfase incondicional na beleza do amor) bom seja lá o que for e sem mais delongas.
.
bRANCA dE nEVE

Branca de Neve
Boca de cereja
Deixa todo este branco,
Este tato,
Deixa...
E me segue.


Sua pureza me irrita!
Por que tanto brilho?
Por que não grita?
Grita!, pra eu te calar!


...e sentir...
Tão doce:
Cereja
A se despir.
.

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por: mICHELLE tREVISANI

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

pOEMAS #3

nÃO MAIS SOU

Já não te direi ‘eu te amo’
Posto que cansei de repetir essa mentira
Confirme com a Lua
Minha companheira de nostalgia

Sou apenas corpo que vaga
Ou qualquer outra coisa, uma praga
Pois se fiz juras de sentimento eterno
Quem sou eu? Pranto terno

Ó tempo
Ansiosamente te aguardo
Ao relento
Pra curar o gosto amargo

Ó chama
Me consuma, não engana
Arde para o céu
Onde incrível estrela me chama

Ó devaneio encanto
Já não mais sou, nem sobrou
Mas como ator, visto o manto
Não me importas se negou
Como pena um tanto quanto
Assim vou e voou.


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"Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos." Bertrand Russel (1872 - 1970)

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domingo, 17 de agosto de 2008

dISCURSO PARA SOLENIDADE DE PREMIAÇÃO DO CONCURSO DE POESIAS

Permitam-me dar o meu breve ponto de vista sobre a poesia. a POESIA É ALGO INÚTIL. Se pensarmos bem, palavras (o esqueleto da poesia), são um conjunto de símbolos que significam algo. Nada mais.
Os sábios, por sua vez, resolveram registrar seu conhecimento da forma mais perfeita possível contribuindo assim para a evolução da humanidade. Percebem como os sábios são formidáveis, simplesmente, úteis.
Mas logo vieram outros, e estes outros perceberam que podiam fazer algo totalmente diferente, eles podiam imaginar. A mais impossível das realidades é também, dentro de um livro, a mais pura das verdades. E é nesse ponto que surge o poeta.

Tem poesia que nos leva a pensar coisas ao contrário. Manuel Barros escreveu certa vez:
“Na infância a gente brincava com palavras
CÉU tem 3 letras
SOL tem 3 letras
INSETO é o maior”

Não é interessante pegar algo tão insignificante quanto o inseto e torná-lo maior que o céu ou o Sol?

Outros poetas ainda, nos fazem pensar mais profundamente:
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
Renato Russo

E é nesse ponto que a gente começa a perceber que poesia é uma coisa dual. Poesia ainda é inútil, mas também é beleza! E não importa o quão inútil ela seja, sempre vamos gostar da beleza, seja o por do sol, seja o novo design de um produto, seja uma decoração do ambiente com flores, seja uma música de abertura, é tudo beleza e é por isso que sempre gostaremos da poesia, é por isso que sempre gostaremos de arte.

Agora, mais que tardio, apresento-lhes a minha poesia:

LEGADO

Fácil fazer previsões
Depois que aconteceu
Fácil querer voltar
Para o mundo que você viveu
Fácil deitar e chorar
Se foi você que mereceu
Fácil

Como um garoto displicente
Brincamos com a natureza
Suas fraquezas, nossos vícios em mente
Quero mais e mais riquezas
Dizia o egoísta contente

O primeiro aviso, Gaia nos deu
‘A natureza não é brinquedo’
Mas o tolo não tinha medo
E a vingança ocorreu

A terceira guerra começou
E não há nada de glorioso nisso
O planeta não nos quer
E não fomos os mocinhos

O ouro líquido saía da torneira
O sol era aconchegante
Comida e vida, abundante
Mas cada fonte esgotou
Queria ter vivido como ele
Então vovô termina e diz:
‘Lamento, nada fiz’
Até rima com lama e vento
E outras poucas coisas que me deixou

sábado, 2 de agosto de 2008

pOEMAS #2

aMIGO

Olho pro teu rosto,
Meu retrato,
Se rio, ri
Se magôo, perdoa

Amigo é assim
Dois pedaços de mim
Um pequeno, do que sou
O outro grande, do que transformou

Uma coisa não é, tesouro
Amizade não é isso
Acha, ganha, gasta...
É algo mais
Não se deixa para trás
Se aceita, é aceitado
(Isso nem é segredo de estado)
Do resto, nada sei
Não tenho receita
Talvez nem exista
É simples, sem sinônimo
Mais, não menos, AMIGO

domingo, 27 de julho de 2008

pOEMAS 1#

eSPERADO DIA

Agora vou, pois senão
Como poderia voltar?
Que mágica o retorno é,

Um choque, passado-presente

Mas como nada

Igual acontece duas vezes

Fica na sutil mudança, a fatia
Mistério e lembrança


Como fabuloso seria

Rever com saudade todo dia, mas

Se este é sentimento de tempo

Aqui me despeço pra’té novo dia