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segunda-feira, 13 de junho de 2011

vIDA SIMPLES

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hOJE resolvi simplificar minha vida. Iniciei por grandes enigmas da humanidade.

Primeiro decidi que sim, Elvis já morreu e que Paul McCartney não, ainda é o mesmo cara que iniciou na bandinha do Lennon e nunca foi substituído. Depois me contentei com a ideia de que OVNIs não existem e não passarão de uma jogada de marketing hollywoodiana até que algum ET me aperte a mão e diga “Oi, como vai você?”. Então aceitei que o monstro do lago Ness não passava de um pedaço de pau flutuando que nunca encontraram de novo. Pronto!

Simplificando o mundo dos outros, comecei a simplificar o meu.

Me dei conta que a estrela cadente pela qual fiz meu pedido deveria ser não mais que um meteorito se desfazendo no ozônio e que estava na hora de eu começar a me responsabilizar pela realização de meus próprios sonhos – um peso a menos nas costas do destino.

Aceitei que perfeição não existe, simplesmente porque sempre mudamos de conceitos e substituímos nossos desejos por algo que não possuímos. Chamei então o que tinha de perfeito e achei que a ideia era perfeita, para meu alívio disseram que era simplesmente gratidão.

Percebi que o único luxo que eu deveria esperar de um carro é que ele me levasse para onde eu quisesse, e que o verdadeiro luxo de uma casa é poder dormir tranquilo a noite no quarto, saborear uma boa comida na cozinha e com frequência receber visitas que realmente importam em nossas vidas. Comecei a guardar menos dinheiro para as coisas e mais para as pessoas.

Me deparei com o inevitável, pessoas não são ruins nem boas. São apenas humanos. Renomeei perdão de delete e o pressionei para todas as minhas decepções do passado com pessoas, e eu gostaria que você fizesse o mesmo comigo. Obrigado!

Por último, decidi que todos os Deuses existem – e adoraria se você me deixasse em paz com a minha fé e religião. Qual a melhor crença? A que te fizer uma pessoa melhor.

Hoje eu acordei, estava um sol bonito e eu pensei ‘hoje será um lindo dia’, amanhã pode estar chovendo e ainda sim será um lindo dia – se eu permitir – “what a wonderful world”, “It’s easy if you try”, uma vida mais simples, simples assim! Alegre

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“vOCÊ PODE DIZER QUE SOU UM SONHADOR, MAS NÃO SOU O ÚNICO. eSPERO QUE UM DIA VOCÊ SE JUNTE A NÓS E O MUNDO SERÁ COMO UM SÓ” jOHN lENNON

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quarta-feira, 17 de março de 2010

sÍNDROME DE BSSF

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Tirinha reitirada do blog Dr.Pepper

jOHN Lennon, pra mim, era um cara foda, ou talvez fosse o LSD (será que eu também seria foda com isso?). [#curiosidade] Enfim, pra enfódacer de vez o cara, aquela música ‘Imagine’ é o ó, e ao fim dela a gente fica se perguntando se o mundo não poderia ser realmente melhor, o jow diz ‘é fácil se você tentar’ daí a gente tenta, por algum tempo, mas no fim das coisas, é só depois de passar o efeito ou assistindo “A corrente do bem” que a gente descobre o porquê não tem como.

É a tal da Síndrome BSSF.

É um saco, o nome também não é bonito, mas é verdade, essa Síndrome do Bonzinho Só Se Fode (BSSF) deixou sinais claros em todas as culturas e tempos. Sei que não precisarei dar muitos exemplos, pois TODOS com os quais conversei, confirmaram a veracidade de tal síndrome, mas aqui vão alguns:

Enquanto Colombo descobria o Novo Mundo e planejava como saquear aquela ‘ilhinha’ chamada América, os nativos, ou bonzinhos, os receberam como Deuses, para depois serem todos mortos pelos capangas do Colombo. Advinha quem é o herói nos livros de história? Mas ainda teve um mais esperto e o continente dele ficou com nome de outro, Américo Vespúcio.

Tem tantos não bonzinhos que a concorrência é porreta, mas vejamos um cargo que demorou pra concorrerem, o 100% bonzinho:

Uma penca de anos atrás, um jovem tentou ensinar às pessoas que seria ótimo se elas fossem legais umas com as outras, só para variar, se é que vocês me entendem. Torturaram o jow até o fim e ainda pregaram-no numa cruz. É eu estou falando de Jesus.

Não estou dizendo que foi em vão, nem estou falando para ser um Bad Boy da vida, já têm tolos demais no mundo, colarinho branco então... Estou falando pra se impor, estou falando de correr atrás das coisas que você quer, estou falando de parar de esperar que as pessoas se importem com você, dá pra me entender? Se você fizer uma festa e não cobrar nada, ninguém vai se oferecer para pagar, se você ajudar na churrasqueira, provavelmente te abandonarão lá, e cairão na piscina, se você trabalhar corretamente e impecavelmente, ainda sim não terá um aumento ou promoção, TUDO ISSO, se você não fizer nada a respeito, claro. Não é que eu tenha perdido a fé nas pessoas, é que raramente pensamos nos outros quanto tudo está bom para nós, só isso, a natureza humana. Só pensamos nas mais de 2 milhões de pessoas que morrem de fome por dia quando fazemos uma visitinha para a realidade deles, ou só vemos pessoas parando de fumar quando o câncer surge de vez, simples não?!

Anyway

Quanto a mim, continuarei a ser um bonzinho (isso mesmo, eu sou um deles), mas em uma versão 2.0, não deixo de pensar que coisas boas resultam de boas ações, ou que a gentileza gera gentileza, apenas descobri que em grande parte, as pessoas somente aprendem se fudendo se dando mal, por que não dar uma mãozinha... xD

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“o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade”
aLBERT eINSTEIN

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sábado, 26 de dezembro de 2009

a NOSSA MELHOR PROFESSORA

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aPROVEITANDO a liberdade de escrever em um blog onde ninguém lê mesmo, hoje resolvi escrever sobre um assunto mais cabeça, algo que fizesse parte da vida das pessoas, algo que partisse do que há de mais profundo em uma pessoa, sim, hoje eu vou falar da grande essência do ser humano, a merda.

Na minha concepção, nada ensina tão bem quanto fazer merda. Meus pais, por exemplo, passaram meses tentando me ensinar a não tocar no fogão que eu poderia queimar a minha mão, mas bastou deixar que eu fizesse merda por um minuto para eu aprender de fato. O mesmo se repetiu no fogão a lenha, onde queimei minhas sobrancelhas. Talvez seja por isso que até hoje eu não saiba cozinhar, mas pelo menos “miojo eu cei faze” se tiver o manual na embalagem.

Anyway

A primeira merda que eu me lembro de ter feito foi cagar numa lata de Nescau vazia e mostrar para os meus pais. Infelicidade minha, eles não apreciavam arte contemporânea. Seja lá como for fazer merda é o maior investimento, se não te valer nenhuma lição de vida, ainda proporciona altos risos com a galera quando o cheiro tiver passado. E se te filmarem e colocar youtube, ainda pode aparecer na TV. Pra feder de vez, psicólogos comprovaram que crianças que cresceram sem a pressão de acertar sempre, ou seja, as que faziam mais merda, se tornaram auto-suficientes muito antes das demais.

É mole e não é diarréia?!

Então aqui ficam os meus votos de que você faça muita merda nessa vida, pois é essa coisinha malcheirosa que vai te moldar em uma pessoa agradável. E acreditem em mim quando digo, fazer merda é humano, depois dar risada da mesma é sabedoria pura.

No regrets.

Agora, se me dá licença, tenho que ir ao banheiro... n°2

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“é FAZENDO MERDA QUE SE ADUBA A VIDA” sABEDORIA pOPULAR

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domingo, 13 de setembro de 2009

bARRAQUEIRO MODE ON

Outro dia um amigo meu virou a cara comigo e se não fosse a intervenção mãevina dele, eu juraria de joelhos que o bicho estava com problemas no serviço ou em casa. Não comigo.

Fiquei tão puto com isso.

Se tem uma característica masculina que eu sempre curti na minha raça é a de falar o que se está pensando no ato! É só gerar uma discórdia que a gente joga na cara, cai na porrada e sai para beber umas breja junto no dia seguinte dando risada com os amigos (ou vira inimigo declarado). Falar pelas costas, rancor e briguinha é coisa de mulherzinha fresca.

Vamos a um exemplo viril, se um cara está curtindo uma garota, ele diz na lata, cai pro abraço e comemora depois – ou mais provavelmente, dá risada com os amigos do não sucesso. Desse jeito ninguém sai com mulher de ninguém (pelo menos de amigo).

Infelizmente nascer com corpo de homem não diz tudo, para piorar tem aqueles que dizem o inverso (mas vamos deixar este detalhe transex. pra outro dia). O que eu posso dizer é o seguinte:

“É cientificamente provado que pessoas que vivem constantemente guardando rancores têm altas chances de terem um infarto ou desenvolver um câncer, reduzindo a expectativa de vida em menos de 40 ou 50 anos”.

Agora, para você que é mulher e não sabe porque leu até este ponto, aqui vai 2 conselhos:

1° Você também pode brigar pelo que quer, e mandar alguém tomar no cu de vez em quando não faz de você uma machona (e há aquelas que ainda conseguem fazer isso ficar sexy).

2° Ser feminina é uma coisa, ser fresquinha e se recusar a tudo, é outra totalmente diferente e lembre-se, momentos são únicos, passageiros e diabéticos demais para se fazer cu doce.

É claro que vale o bom senso e brigar por um ponto de vista errado é tão fútil e mesquinho quanto queimar formiga com lupa (não que às vezes não seja legal) ou tentar iniciar uma briga com um Mike Tyson da vida não vai alterar muito as opiniões. O que eu quero dizer é que se não lutar pelo que quer, você se torna refém das vontades dos outros.

Capiche!?

Então é só deixar a personalidade barraqueira no MODE ON e que se inicie o primeiro Round!

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“QUANTO MAIS VOCÊ SABE QUEM VOCÊ É OU O QUE VOCÊ QUER, MENOS SE IMPORTA COM O QUE OS OUTROS PENSAM”

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

eJACULARIUS fOR pRESIDENT

cERTA VEZ eu ouvi alguém dizendo, que para ser bem aceito, é preciso estar bem vestido. Foi então que comprei meu primeiro tênis de marca, um Olympikus dos tipo mais merreca e barato que tinha, talvez até uns farseta fossem mais caros, mas este era meu e eu testemunhei o primeiro momento de glória ao chegar na escola. Sob minha visão inocente do mundo era como se todos estivessem olhando para o meus pés, é claro que ninguém conversava comigo a respeito porque não me conheciam (ou porque tudo aquilo fazia parte da minha imaginação mesmo), assim foi até que um colega me abordou:

- Tênis bonito.

-Obrigado! – Era este um grande momento, ser aceito era uma mera questão financeira (o que até hoje não representa tão pouco assim), mas enfim, era simples. nelson-simpsons

Até eu ouvir a resposta.

- Não você tampinha, seu tênis.

Hã Hã! (risada tipo Nelson)

Desde desse dia não me importei mais com marca, se eu já era um garoto estranho pro levar séculos para começar a gostar de música (e quando comecei foi Raul Seixa e Rio Negro & Solimões ao mesmo tempo), minha despreocupação total com moda me fez continuar usando moleton quando jeans já era peça obrigatória, se não fosse uma intervenção Div Mãevina, seria perigoso eu ainda usar pijama para ir ao shopping. Conforto em primeiro lugar.

Para constatar o quanto eu era estranho, outro dia desses contei para uma amiga minha que somente comecei usar calça jeans com 15 anos (e forçado), pois era uniforme do SENAI, e adivinhem só, ela também custou para começar usar esse tipo de calça, talvez no íntimo nós dois sempre soubéssemos o que queríamos e não arredaríamos o pé. A verdade, o que queremos mesmo, é viver pelados, talvez um pijaminha para quando o tempo esfriar.

Como levam minutos para alguém te julgar pelas roupas, e semanas para seus amigos te julgarem pelo que você é – e eles sempre começarão pelos defeitos, primeiro você é feio, gordo, feio, careca, metido... para então ser chamado finalmente de legalzinho –, penso que a gente deva seguir o exemplo de um grande sábio e velho amigo, o Pinto. Para quem não sabe que tipo de pinto eu tô falando, aqui vai seu nome científico:

Penis Erectus Ejacularius

Para julgar a sinceridade de um pinto, vejamos como ele se comporta perante uma dama – grande empolgação, tamanha, que qualquer uma perceberia que se trata de um elogio. Para averiguar a sinceridade de tal, constatei que mesmo quando a dama se encontra sem roupa ele se mostra incrivelmente empolgado, se não, até mais empolgado (o que já parecia difícil). Percebem como ele é puro e de bom coração! Agora, cai entre nós, se tem um momento em que sua euforia é supra sumo e não dá pra negar, é quando ele encontra a beleza interior de uma dama. Ah sim, ele parece expelir felicidade! Sem dúvida alguma, se tratássemos uns aos outros como o Penis Erectus Ejacularius trata as damas, este seria um mundo bem melhor.

Cópia de president

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“eSTÁ MORTO: PODEMOS ELOGIÁ-LO A VONTADE”

mACHADO dE aSSIS

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

aCOMODAR COM O QUE INCOMODA

Quando se é adolescente só há três tipos de coisas que você pode fazer: as ilegais, as imorais e é claro, as que engordam.

Votei pelo McDonald’s.

Minha rara presença naquela mistura de restaurante com parque de diversões sem brinquedos, fundida a uma reflexão froidiana entre o lanche da musiquinha (dois hambúrgueres, alface queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelins!!) e o Mc Lanche Feliz gerou um acesso de infância mal resolvida onde só poderia resultar em uma coisa: Votei na felicidade!!!

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Mas a vida meus amigos! (momento Joseph Climber) Essa sim é uma caixinha de surpresas, e então naquela bela noite de sol descobri que felicidade dura pouco, é claro que ser pobre ajuda no processo, pois aí seus amigos ainda roubam todas as suas batatas. Santa tartaruga! Que lanche pequeno da porra, me senti o dono do castelo do pé de feijão diante daquele nano lanche, se eu fosse um japonês eu contratava aquele fotógrafo dos lanches pra fotografar meu pinto (mals ae galera do oriente, é o que reza a lenda)! Mas como todo momento de quatro mordidas, foi bom enquanto durou, a lembrancinha, último vestígio de alegria temporária, já havia sido furtada por uma raça pseudo amigável conhecida como irmã, restava só eu a caixinha.

Decidi santificá-la.

Sob o efeito alucinógeno do hambúrguer minhocovino, dei a caixinha um dos mais altos cargos já concebidos a um pedaço de papelão, a nomeei lixeira, e assim a deixei. Não era mais que um pedaço de lixo disfarçado de lixeira pra receber mais lixo, talvez filosófica, mas ainda sim, não passava de um pedaço feio, frágil e dobrado de papelão que eu deixei no meu quarto por aquele dia, depois por aquela semana...

Já faz uns 6 anos.

Vai pra poodle que o pariu! Kelaporra de caixinha ficou tanto tempo ali que se não fosse a ilustração Procurando Nemo, só um teste carbono 14 revelaria quantos zilhões de anos ela permaneceu no meu quarto. Mas aí chegou a nova, zerada, top top, master plus advanced.

Num gostei!

Mas acho que essa opinião não perdurou por mais que eternos 325.457 milhões de avos de segundo (pra quem foge de matemas que nem vampiro em piscina benzida, é tempo curto pra car&@#!). Verdade seja dita, eu tinha me acomodado com o que incomoda (Teatro Mágico), coisa boa vicia tanto quanto com as ruins se acostumam. Pelo amore de Dio, num deixa isso acontecer, coisa ruim na vida só com prazo curto pra acabar. Quanto às boas... faz o seguinte, relaxa e deixa a vida levar...

(dica: se a fome bater vai na barraquinha da esquina mesmo, num tem lanche da felicidade, mas tem tamanho pra barriga se encher de comicidade)

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“nÃO É TRISTE MUDAR DE IDÉIAS. tRISTE É NÃO TER IDÉIAS PARA MUDAR”

bARÃO dE iTARARÉ

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

pENTESMA, E AS OBSERVAÇÕES DO ANO (REABRINDO O BLOG)

eRA começo de 2009, férias absoluta, a possibilidade de se fazer o que quiser e aí o destino clamou por meu PC, e sem o menor ressentimento ou indícios de adeus ele deixou de ligar (se alguem tiver uma idéia como consertar é só dá um toque).
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Até aí tudo bem. O que eu não presumia é que este seria o início de 50 dias sem computador.

Então eu tive que retirar saporra do ciso, um dentinho sem função capaz de froidê (uma homenagem ao nosso amigo fisólofo) todos os outros dentes, de brinde ganhei uma semana sem poder fazer esforço físico algum. Nunca achei que chegaria a dizer isso, mas cheguei a cansar do vagabundaísmo, sem poder fazer nada além de ver TV, ler (não tinha nenhum livro novo), e usar PC (que também num funfava – tive certeza disso após tentar respiração boca-cooler), decidi pela TV. Depois do terceiro dia eu já não agüentava mais ver aquela tela pseudo-interativa, depois ainda, meu cérebro atrofiou, que fera! Qualquer atividade que requeresse uma dose efêmera de raciocínio era descartada por uma vontade não reciclável de pensar. Então sarei. Mas não tinha capacidade de raciocinar se isso era bom.

Ainda estou tentando descobrir.

Então, num acesso de bipolaridade abracei tudo que podia fazer de uma só vez, volta as aulas na facu a noite, volta ao treino pra robótica pelo dia, e fazer o que quer que fosse no fim de semana. Nunca fui tão produtivo por tanto tempo, mas tão claro quanto um céu de brigadeiros estava o fim dessa era estranhamente gloriosa.

O computador chegou.

Sob um manto de surrealidade ele estava lá no meu quarto, esperando para uso, a páscoa nem havia chegado e eu já havia cumprido uma pentesma (acho que mereço um bônus no céu pelos + 10 dias não voluntários). O que eu não sabia era que esse prazo estava para aumentar graças aos professores de engenharia, que sob um propósito conspiratório distribuíram listas de exercícios assim como coelho faz filho, lá se vai mais um tempo.

Decidi apelar.

Não que eu esteja tranqüilo com todos os afazeres resolvidos, mas quer saber de uma coisa, essa semana é santa pô! Será que ninguém vai avisar os professores que o mundo ainda não é ateu em totalidade?
Então é isso, nada mais, já nem sei mais o que escrever, meu propósito dadaísta foi cumprido ao longo post, só pra me explicar aos meus milhares de leitores ao redor do mundo que voltei assim:
Vontade tendendo a zero para os estudos.
Vontade tendendo a infinito para o vagabundaísmo.
Se eu tivesse ao menos mais um dentinho do ciso...

ITHD-ToothAppl ____________________________________________________________
"a PREGUIÇA É A MÃE DO PROGRESSO. SE O HOMEM NÃO TIVESSE PREGUIÇA DE CAMINHAR, NÃO TERIA INVENTADO A RODA."
mÁRIO qUINTANA ____________________________________________________________

domingo, 7 de dezembro de 2008

pOEMAS #5

vOA BALÃOZINHO


A sua vida inteira
Aguardou por isso voa
Voa balãozinho
Pois tu é grande
Para se ver pequeno




Solte as cordas a enraizar
Não é aqui seu lugar
Repousa nas nuvens, grande [algodão
Contemple seu templo azul na [imensidão





Mas não vai sozinho
Deixa eu ver os caminhos
O novo pra onde eu nunca fui
E o velho como eu nunca vi






E voa devagar
Que eu quero ver iluminar
No sorriso de cada criança
O nascimento da esperança






Colore esse céu
Assim como lápis no papel
Admira o arco-iris no mar
E o sol onde lá repousar







Vai, pra qualquer lugar
Não há nada pra carregar
Pois o mundo é tua casa
E os sonhos, tua asa




Mas antes de partir
Pra qualquer lugar ir
Antes que desamarre o que aqui te prende
Ou admirar tudo que surpreende
Quero apenas que se lembre
Como você a alma humana é
Chega onde não levam os pés
Basta apenas estar cheia de fé
Agora voa!


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"Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma." Charles Spurgeon

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